E-COMMERCE DATA EXPERIENCE

Como a Métricas Boss redefine a análise de dados corporativa com o Analytics Copilot

Neste artigo, exploramos as principais inovações apresentadas por Lucian Fialho, CTO da Métricas Boss, durante o evento E-commerce Data Experience (EDX), realizado no dia 14 de maio de 2026, em São Paulo. Você encontrará uma análise executiva sobre o Analytics Copilot, uma nova ferramenta de Inteligência Artificial (IA) focada em produtividade e confiabilidade de dados.

Gustavo Esteves

Gustavo Esteves

9 de junho de 2026

8 min
Como a Métricas Boss redefine a análise de dados corporativa com o Analytics Copilot

A capacidade de extrair e interpretar dados em tempo hábil sempre foi um desafio para gestores e equipes de tecnologia. Recentemente, a introdução da Inteligência Artificial (IA) prometeu automatizar esse cenário, mas esbarrou em problemas práticos de execução e confiabilidade. Foi exatamente para resolver essa ineficiência que a Métricas Boss desenvolveu o Analytics Copilot, um assistente projetado para transformar a análise de dados em uma conversa executável e segura.

A criação do Analytics Copilot

O projeto nasceu de uma frustração técnica. Ao avaliar o recurso de análise conversacional recém-lançado no Google Analytics 4 (GA4), a equipe técnica da Métricas Boss notou que, para clientes reais, o sistema não funcionava de forma satisfatória. A empresa tentou construir o seu próprio MCP focado em Google Analytics, mas percebeu que a IA consumia muitos recursos e apresentava desempenho inferior.

A virada de chave ocorreu quando a equipe decidiu mudar a abordagem: em vez de forçar a IA a compreender a linguagem humana, a Métricas Boss ensinou a ferramenta a falar a linguagem da máquina, como SQL e APIs. Essa arquitetura permitiu um consumo 21 vezes menor de tokens e precisão analítica incomparável.

A integração de sistemas e a automação do fluxo de trabalho

O Analytics Copilot atua como um hub inteligente, reunindo nativamente mais de cem conectores em produção, integrando-se a GA4, GTM, Shopify, VTEX, CRMs e ferramentas de product analytics. O software opera diretamente no ambiente local da empresa, sem que o dado precise ser transferido para a IA.

Em um caso real, uma investigação de anomalia que levaria quatro horas foi resolvida pelo Copilot em apenas 10 minutos.

O fim do gargalo técnico em Testes A/B e relatórios semanais

Nas equipes de CRO, o analista pode pedir à ferramenta que sugira testes a partir de uma página de destino. A IA formula a hipótese e escreve o código JavaScript necessário. O que começa como um chat pode ser salvo como uma "skill" e depois transformado em um "notebook" autônomo agendado.

A inteligência artificial como assistente, não como substituta

A ferramenta foi concebida para atuar no modelo "Human in the Loop". Como define Lucian Fialho: "O analista pilota. A IA voa junto. Quem pergunta, quem decide — é o profissional".

► Assista à palestra completa no Prime


FAQ Perguntas frequentes

1. O que é o Analytics Copilot desenvolvido pela Métricas Boss?

É uma ferramenta de análise de dados baseada em IA que atua como assistente, conectando-se nativamente ao banco de dados e ferramentas já usadas pela empresa.

2. Como a ferramenta evita alucinações?

Ela atua de forma determinística: escreve consultas em SQL/Python e as executa no banco de dados do cliente, garantindo respostas baseadas em cálculos precisos.

3. O Analytics Copilot substitui analistas?

Não. A ferramenta assume a carga de preparação e extração dos dados, permitindo que os profissionais humanos foquem na interpretação e decisão estratégica.

4. Como funciona com áreas sensíveis como checkout?

Para áreas críticas, o Copilot exige que o código sugerido seja obrigatoriamente validado por um desenvolvedor humano, garantindo segurança.

5. Como funciona a automação de análises recorrentes?

O fluxo é: conversa → notebook → automação. O analista salva os passos em uma skill e agenda o notebook para rodar automaticamente.

Gustavo Esteves

Gustavo Esteves

Gustavo Esteves é fundador e CEO da Métricas Boss, já trabalhou dentro de gigantes como B2W. Autoridade na área de Digital Analytics, com mais de 15 anos de experiência e 3 mil projetos atendidos, incluindo gigantes como PUC, Rede D'Or, Globo, Stanley, Médico Sem Fronteiras, Alura, entre outras.

Publicado em 9 de junho de 2026

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Historicamente, o departamento de produtos operava sob constante dependência da diretoria de dados. Quando um PM (Product Manager, ou Gerente de Produto) precisava de uma análise para guiar o desenvolvimento de um canal de vendas, era necessário abrir um chamado formal, justificar o pedido e aguardar em uma fila de atendimento gerida por um SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço). Essa desconexão gerava atritos operacionais: a equipe de dados estava distante do contexto de urgência comercial, enquanto a área de produtos acumulava mais de cem painéis de monitoramento diferentes e frequentemente redundantes , o que travava a tomada de decisão. A virada estrutural: unindo áreas sob a mesma diretoria Para solucionar esse gargalo, o Grupo Casas Bahia tomou uma decisão drástica: não bastava adquirir novas tecnologias, era imperativo mudar as cadeiras. A companhia reestruturou seu organograma e trouxe as disciplinas de dados e de CRO (Conversion Rate Optimization, ou Otimização de Taxa de Conversão) para atuar diretamente sob o mesmo teto da diretoria de produtos. Com essa mudança, formou-se um "quarteto" operacional composto por especialistas em produtos, UX (User Experience, ou Experiência do Usuário), engenharia de software e análise de dados. A unificação eliminou os acordos de nível de serviço restritivos entre os setores, alinhou as metas, passando todos a buscar juntos o aumento de GMV (Gross Merchandise Volume, ou Volume Bruto de Mercadorias) e melhorias nos tickets médios e garantiu que o planejamento das soluções fosse desenhado em tempo real. Da dependência de terceiros à autonomia das equipes Um dos pilares da nova cultura do Grupo Casas Bahia foi reconhecer que um gerente de produto que depende constantemente de um terceiro para analisar uma métrica acaba, inevitavelmente, se acomodando e fazendo menos perguntas de negócio. Para reverter esse quadro, a empresa revisou seu arsenal tecnológico. O volume de pedidos por painéis centralizados foi reduzido em cerca de 30%. Em substituição a relatórios engessados, a companhia investiu na democratização da informação, implementando soluções de autosserviço como o Mixpanel, permitindo que os próprios líderes de produto realizassem análises de funil e recortes de público sem enfrentar filas. Além disso, foram criados processos mais ágeis utilizando plataformas como o Databricks, que permite a extração de relatórios através de linguagem natural, e a consolidação de "Deep Dives", investigações mais profundas reservadas exclusivamente para perguntas que afetam diretamente a estratégia corporativa. A evidência no lugar da opinião: resultados práticos A nova estrutura permitiu que o Grupo Casas Bahia escalasse vertiginosamente sua capacidade de experimentação. Em apenas um mês, a companhia chegou a rodar mais de 50 testes simultâneos no formato A/B (método de comparação entre duas versões de uma página ou sistema para determinar qual performa melhor). Dois casos ilustram bem o retorno financeiro dessa estratégia. O primeiro envolveu o coração do comércio eletrônico: o motor de busca. A equipe de produtos estava estagnada há mais de um ano debatendo mudanças na busca do site com base em percepções qualitativas. 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