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Visual tagging no Google Tag Manager: criar eventos sem código está chegando

O Google anunciou o visual tagging, recurso que permite criar eventos e conversões clicando direto nos elementos do site. Saiba o que muda.

Lucian Fialho

Lucian Fialho

24 de agosto de 2026

8 min

Resumo executivo

O visual tagging é a novidade mais chamativa do pacote de atualizações do Google Tag Manager. Ele permite criar eventos e configurar conversões clicando nos elementos do site, sem precisar escrever seletores ou configurar triggers manualmente. O sistema faz a parte técnica no fundo. Hoje, a ferramenta está em beta para conversões de compra no Google Ads e deve ser liberada para mais casos de uso ao longo do ano. Isso não substitui o GTM para implementações complexas, mas reduz a barreira para times que dependem de desenvolvedores para cada tag nova.

Como funciona o visual tagging?

A ideia é simples: em vez de inspecionar o HTML do site e criar triggers baseados em classes, IDs ou textos de botão, você abre a visualização do site dentro da ferramenta e clica no elemento que quer rastrear.

O Google se encarrega de:

  • identificar o seletor correto do elemento;
  • criar o trigger correspondente;
  • configurar o evento ou conversão no produto de destino.

Isso significa menos atrito entre quem pensa a estratégia de mensuração e quem implementa.

Onde isso já está disponível?

Por enquanto, o visual tagging está em beta para conversões de compra no Google Ads. A expansão para outros casos de uso está prevista, mas sem datas confirmadas.

Quem anuncia no Google Ads e trabalha com e-commerce pode ser um dos primeiros a testar.

O que muda para quem já usa GTM?

Para implementações simples, o visual tagging pode acelerar bastante. Para setups complexos, o GTM tradicional continua sendo necessário.

Pense no visual tagging como uma camada de facilitação, não como uma substituição total. Ele ajuda em:

  • botões de CTA;
  • formulários simples;
  • conversões de compra;
  • eventos de clique em elementos visíveis.

Mas não resolve casos que exigem lógica condicional, camada de dados estruturada ou transformações de valores antes do envio.

O que você precisa fazer agora?

Se você usa Google Ads, fique atento ao aparecimento do recurso na conta. Enquanto isso, vale revisar se a estrutura de eventos do site está clara o suficiente para aproveitar o visual tagging quando ele chegar.

Três preparativos úteis:

  • Mapeie os elementos mais importantes do site que deveriam virar eventos.
  • Garanta que os identificadores visuais dos elementos estejam estáveis.
  • Revise se as conversões no Google Ads estão alinhadas com os eventos que você quer rastrear.

Perguntas frequentes

O visual tagging substitui o Google Tag Manager?
Não. Ele é um facilitador para casos simples. Implementações complexas ainda precisam do GTM tradicional.

Preciso de acesso ao código do site para usar?
Não. Pelo que foi anunciado, a configuração acontece pela interface, sem necessidade de editar código.

Quais produtos Google suportam visual tagging?
No momento, o beta foca em conversões de compra no Google Ads. Outros casos de uso serão adicionados depois.

Como o sistema escolhe o seletor certo?
O Google faz a detecção automática do elemento selecionado. O usuário não precisa escrever seletores manualmente.

Conclusão

O visual tagging é uma das mudanças mais interessantes porque democratiza a criação de eventos. Mas, como toda ferramenta visual, tem limites. Para setups robustos, o GTM continua indispensável.

Quer deixar seu site pronto para aproveitar o visual tagging assim que ele chegar? Fale com a TrustyData.

Lucian Fialho

Lucian Fialho

Fundador e CTO da Métricas Boss, com sólido background em tecnologia, tendo passado por empresas como Comprafacil.com e Leader.com. Atuou no desenvolvimento de lojas como Globo, Olimpíadas do Rio, Ipiranga Shop, entre outras.

Publicado em 24 de agosto de 2026