Introdução a Visualização de Dados

Antes de começar a escrever este post, gostaria de fazer algumas perguntas.

  1. Você está satisfeito com a forma de visualizar seus dados hoje em dia?
  2. Seus relatórios mostram a informação de forma simples e objetiva? (= seu chefe, cliente ou colegas entendem rápido as informações que você mostra nos seus gráficos? )
  3. Só de olhar os gráficos, você já sabe qual ponto você precisa se aprofundar para a sua tomada de decisão?

Se você não respondeu "sim" a todas essas perguntas, é porque você precisa começar a pensar sobre visualização de dados.

Table of contents

1. O que é Visualização de Dados?


Dataviz, ou visualização de dados, é a visualização gráfica dos dados que nós temos. É quando pegamos uma planilha, um conjunto de dados em si e pensamos em como trazer a melhor forma de visualização. Nós temos diversos tipos de visualização, como: gráficos, tabelas, dashboards, infográficos, mapas etc.

No meio do marketing, os dashboards têm se tornado cada vez mais comuns. Isto é motivado por uma série de fatores, os quais podemos destacar alguns:

  • Necessidade de visualizar a informação de forma dinâmica e ágil (chega de passar manhãs atualizando planilhas e/ou tirando prints para inserir em um ppt).
  • Pensar em padrões e conexões que nos permitam trazer um volume muito grande de informações de uma forma mais fácil de identificarmos sentido a essa informação. É como se fossemos transformar a informação em um cenário para os seus olhos, buscando padrões escondidos
  • Nos permite focar apenas no que é mais importante.

Por que conhecer sobre dataviz é essencial:


Viabilidade


Não basta termos dados disponíveis, eles precisam ser entendidos. Como estamos vivendo a era de ́"dados são o novo petróleo ́, estamos lidando com volumes cada vez maiores de dados. O dataviz entra aqui como se fossem flores desabrochando nesse solo, permitindo que os números se tornem em padrões interessantes e diferentes que possam ser percebidos. A necessidade de tomar decisões cada vez mais ágeis em diversas indústrias torna essencial buscarmos formas de tornar viável a leitura desses dados. Nós conseguimos isso com visualizações adequadas.

Comunicação


É através da visualização de dados que conseguimos trabalhar o conceito de [Data Storytelling ](lhttps://open.spotify.com/episode/19yM0e43LP9bIwVdNb4lsP?si=CSk2Hn55TWqA4L0RBSChVQ) e tornar a mensagem que queremos mais interessante e fácil de entender. Isso é MUITO importante porque os insights que temos a partir da análise de dados são potencialmente inúteis se você não puder comunicá-los às pessoas certas da maneira certa (e consequentemente não não vai conseguir a mobilização das equipes necessárias).

Todos nós temos certa intuição quando o assunto é visualização de dados de forma eficiente. Mas isso não é suficiente. Precisamos trazer intenção.


Dashboard e Usabilidade


1. Visualização do dado

Agrupamento dos elementos: Mesmo que você já saiba o que você quer colocar no seu dash, antes de colocar essas informações de qualquer jeito no arquivo, é essencial que você organize a hierarquia das informações.

  1. Elimine as informações que não são necessárias. Você consegue explicar porque aquela métrica precisa estar ali?
  2. Existe um volume máximo de informação que cabe em uma mesma linha/página. O excesso de informações agrupadas torna o conteúdo difícil de ler e quase impossível de focar nos dados importantes:
    a) O espaço negativo, fica em volta dos elementos gráficos principais. É muito usado para criar efeitos gráficos e dividir informações visuais. Esse papel de “intervalo” feito pelo espaço negativo funciona como as vírgulas em um texto, ou seja, oferecem um tempo para processar uma informação e começar a entender a informação seguinte. Por outro lado, o excesso de espaços em branco pode fazer a visualização parecer incompleta. Logo, precisamos de equilíbrio.
  3. Entenda o que é a informação primária, e o que é informação secundária dentro do seu slide. A informação primária deve ter mais destaque, enquanto grupos de informações similares precisam ter o mesmo peso.
  4. Pense no agrupamento de informação não só dentro da página, mas também entre elas.

Quando isso não acontece, acabamos tendo isso:


IMAGEM 1.png


Informações visuais devem ser apresentadas primeiro


Para que as pessoas entendam rapidamente as informações transmitidas, é preciso pensar na ordem de exposição das informações. A ordem de leitura em português é da esquerda para a direita, portanto se temos informações visuais e um texto de apoio, é razoável que as informações visuais sejam colocadas primeiro, pois em geral são mais fáceis de entender.

Quando uma página apresenta mais texto que imagens, a tendência é que nossos olhos percorrem as informações seguindo um padrão semelhante a uma letra “F”, como mostram os mapas de calor abaixo. Esse padrão é comum em páginas da web que possuem artigos e também em páginas de resultados de busca.

Já para páginas que apresentam mais imagens do que texto, a tendência é que nossos olhos percorrem as informações seguindo um padrão semelhante a uma letra “Z”, como mostra o esquema de ordem de leitura abaixo.

Você precisa pensar na FORMA.


Às vezes você tem uma informação que é melhor você diferenciar através de cor e não tamanho (e vice-versa). O cérebro funciona melhor para entender certas diferenciações. Isso precisa ser avaliado em cada caso. **Importante:** Não é simplesmente colocando todas as cores do mundo que ele vai ficar bom ou falar o que você quer dizer.
Exemplo:

i2.png


Além de termos MUITOS segmentos nesse gráfico, potencializa a confusão por termos escolhido o gráfico de pizza. É mais complicado analisar a diferença numa área redonda. Quando temos % muito próximos, fica impossível saber qual cor é maior que a outra. Neste caso, seria mais indicado limitar essa visualização pelos 10 emojis mais usados e trocar para um formato como:

  • Gráfico de barras
  • Gráfico de área
  • Gráfico de árvore

Cores e Fontes


Fonte: Ao criar gráficos, é sempre necessário informar a escala dos dados em cada eixo, além de informações complementares nos rótulos de dados, títulos de eixos e do gráfico, legendas, entre outros elementos. Portanto, sempre temos palavras e números escritos para dar significado ao que é mostrado no gráfico.

Dessa forma, além de pensarmos qual é o tipo de gráfico mais adequado para nossos dados, precisamos pensar na tipografia. É preciso que as informações escritas sejam legíveis e agradáveis de ler, considerando ainda o contexto em que elas são lidas.

Também é recomendável não alterar mais de um atributo (cor, tamanho, negrito, itálico) em fontes adjacentes (palavras próximas uma da outra):

2. Tangibilização do dado

Mais importante do que quais números estão ali é como chegamos até aqueles números. Para isso, precisamos sempre nos preocupar em responder:

  • O QUE e estamos levando (importante: destacar o período e a métrica)
  • POR QUE estamos levando (fundamentação da sua análise. Você já mostrou o que foi identificado e agora precisa explicar porque é importante entender isso).

3. Execução dos insights

Agora que explicamos o que estamos levando, por que é importante, temos que dar a nossa decisão final onde explicamos o insight tirado. É o momento de responder COMO resolvemos um problema ou mantemos uma estratégia acertada. É aqui que você define as próximas informações a serem testadas e ou executadas.

Faça uma lista final que ambas as equipes precisam ter documentada com o responsável por cada uma delas.

Espero que as dicas que separamos aqui te ajudem a construir dashboards cada vez mais eficientes! LEMBRE-SE SEMPRE: manter a visualização simples e “limpa”, estimulando o engajamento do leitor com o conteúdo.

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