Métricas Boss

Como a Costa do Sauípe identificou a perda de origens de tráfego nas suas transações

Responsáveis:

Problema:

Suspeita da origem (direct) / (none) estar roubando as origens das transações.

1º Hipótese:

Ao testar o processo de compra, foi identificado que ao passar o usuário para etapa de pagamento (Omnibees), o formulário o jogava para uma nova guia em um determinado passo do fluxo de compra.

Testamos a hipótese dessa nova guia estar gerando novas sessões, atribuindo assim a origem (direct) / (none). Essa hipótese foi descartada após um teste de compra no site com os parâmetros utm_source=test&utm_medium=self. Nesse tipo de teste, utilizamos um recurso de utms no processo de compra, para medir a persistência dos dados do usuário na sessão do Google Analytics.

Quando o usuário acessa uma url com os parâmetros utms (minhaurl.com.br?utm_source=test&utm_medium=self), o Google Analytics marca a sessão com a origem e a mídia presentes na URL, atribuindo todas as conversões de meta, eventos e transações de comércio eletrônico a origem trazida pelo usuário na URL.

Como o cliente havia configurado o Google Analytics Cross Domain, que resguarda a esse tipo de problema, descartamos a hipótese. Pois os dados estavam persistindo corretamente entre as páginas no desktop.

2º Hipótese:

Após o teste de compra, realizamos uma análise dos pedidos que continham a origem de tráfego (direct) / (none) dentro do GA. Dessa forma, identificamos que mobile representava 74% das sessões atribuídas à origem (direct) / (none), o que nos gerou um alerta que resolvemos testar mais a fundo.

Hipótese 2 - Costa do Sauípe

“Você consegue acessar esse relatório em: Aquisição > Todo tráfego > Origem mídia > Dimensão secundária > Categoria do dispositivo”.

No mobile, fizemos o mesmo teste que foi realizado na versão desktop. Testamos a persistência dos dados do usuário na sessão no processo de compra, e constatamos que, mesmo com a URL contendo os parâmetros utms (utm_source=test&utm_medium=mobile) no GA, o pedido ficou marcado como (direct) / (none).

Abaixo vídeo e imagem constatando o problema:


Hipótese 2 - Costa do Sauípe

Você consegue acessar esse relatório em: Conversões > Comércio eletrônico > Desempenho de vendas > Filtro pelo id da transação

Essa análise ainda era preliminar, pois existiam outros testes que deveriam ser feitos para verificar possíveis outros problemas. Porém, já estava comprovada a hipótese acima descrita.

Além disso, foram testadas todas as urls de parceiros (utilizando o mesmo recurso de utms já citado) que geravam tráfego para o site, para constatar a perda nas origens. Em todos os testes, existia a perda de origens para (direct) / (none) nas compras do mobile.

Solução:

De imediato, removemos toda a implementação do Google Analytics do código-fonte e migramos tudo para o Google Tag Manager. Utilizando o Google Tag Manager, implementamos o Google Analytics utilizando os métodos mais atuais, inclusive deixando essa atualização automática.

“Existem basicamente dois métodos de se implementar o Google Analytics no seu site: com o código do próprio Google Analytics (que será implementado direto no seu código-fonte), ou por intermédio de algum gerenciador de tags (o que mais utilizamos aqui na Métricas Boss é o Google Tag Manager)”.

Ao implementar o Google Tag Manager encontramos um outro problema. O sistema não adicionava o GTM em todas as páginas do mobile, devido a um pequeno bug. Geramos a demanda para a Omnibees, que rapidamente solucionou o problema.

Em paralelo ao processo da Omnibees (motor de reservas), de resolver o problema do Google Tag Manager ser disparado em todas as páginas, implementamos a tag de comércio eletrônico dentro do dataLayer para deixar o disparo da mesma através do GTM.

“A tag de comércio eletrônico é a tag responsável por passar os dados da compra do usuário (Id do pedido, quantidade de produtos comprados e etc) para dentro do Google Analytics.”

Após a implementação da tag de comércio eletrônico, os dados de transação passaram a ser captados. Porém, ainda com a origem marcada como (direct).

Com isso, reimplementamos no Google Analytics a técnica chamada Cross Domain, só que agora através do Google Tag Manager. Essa funcionalidade mantém os dados de sessão do Google Analytics em domínios diferentes, o que nos levou a solução do problema da Costa do Sauípe.

Sendo assim, por garantia, mesmo identificando que mobile era o maior número nas perdas de origem, refizemos os testes de persistência dos dados do usuário na sessão do GA, tanto no desktop quanto no mobile, só para ter certeza de que o problema havia sido resolvido.

Resultados dos testes abaixo:

Solução - Costa do Sauípe

Desta forma, o processo de migração realizado no ambiente de teste estava apto para ser replicado para o ambiente de produção da costadosauipe.com.br.

Após essa migração, foi realizado mais um teste, porém em produção, e percebemos mais um problema: O redirecionamento do usuário para o site do motor de reservas (Omnibees) era feito por meio de um formulário. Formulário esse, que quando manipulado por javascript torna necessário tomar alguns cuidados para não gerar uma incompatibilidade com a funcionalidade Cross Domain do GA. Auxiliamos a equipe da Costa do Sauípe a implementar a solução desse problema.

“Falando um pouco de “tecniquês”: existia uma manipulação do formulário via javascript que bloqueava o disparo do evento submit para o browser. Geralmente, essas implementações são dadas por utilização de “return false;” ou até mesmo de “event.preventDefault();” do jQuery. Para que o trackeamento do Google Analytics fosse executado, foi preciso que o Google Tag Manager identificasse esse evento submit, para os dados do usuário manterem-se na troca de domínio”.

Logo depois da implementação, realizada pela equipe da Costa do Sauípe, fizemos mais testes de persistência e as origens se mantiveram. Não trazendo nenhuma perda de origem nos pedidos que fizemos. Sendo assim, demos o problema como resolvido.

Resultado:

Resultado - Costa do Sauípe

Como podemos ver, as transações diminuíram em 80,15% e pulverizaram-se em outras origens. Inclusive trazendo a presença de novas origens de tráfego, que antes eram perdidas devido ao problema. Ou seja, antes da solução do problema, havia um cenário onde 80% das origens eram perdidas, deixando a equipe de mídia totalmente no escuro.

Com essa solução, a Costa do Sauípe pode analisar os dados e seus investimentos no site da maneira correta, podendo assim identificar o ROI e metas por cada tipo de canal. Além de trazer um ganho de análise de investimentos e resultados para a empresa, de modo que é possível identificar os canais mais importantes e com maior retorno para o negócio.