Taxa de Rejeição Descomplicada!

Provavelmente você já acessou seu relatório de público alvo > visão geral do GA e ao analisar a taxa de rejeição se deparou com a seguinte dúvida:

Minha Taxa de rejeição esta alta? Essa taxa de rejeição é boa ou ruim?

Por essas dúvidas e pela taxa de rejeição (ou bounce rate) ser um dos KPIS mais analisados nos relatórios de Web Analytics, fizemos este post desmistificando a taxa de rejeição.

Como funciona a Taxa de Rejeição?

Segundo definição do próprio Google Analytics, a Taxa de Rejeição é o percentual de pessoas que acessaram o seu site através da página de entrada e não interagiram com ela, ou seja, acessou seu site leu a informação e não trafegou, não acessou uma outra página.

Agora que já sabemos como funciona a Taxa de Rejeição, vamos entender melhor como explorar esse KPI e passar a analisá-lo direito. :)

Criamos uma lista com 5 passos para você aprender a explorar melhor o que de fato a taxa de rejeição esta mostrando e nesse post descobriremos outros tipos de interação que podem existir ;)

1 – A Taxa de Rejeição varia de acordo com seu segmento

Como já mencionamos no post sobre os 5 maiores erros do Google Analytics, a taxa de rejeição varia de acordo com o seu segmento e você sabia que o Google considera uma taxa de até 98% boa para certos segmentos?

Confira a lista já mencionada pelo Google:

  • 40-60% – Sites de conteúdo
  • 30-50% – Sites de geração de leads
  • 70-98% – Blogs
  • 20-40% – Sites de varejo
  • 10-30% – Sites de Serviços
  • 70-90% – Landing Pages Institucionais

É isso mesmo, se o seu site é um Blog e você possui uma taxa de rejeição de até 98%, não se assuste é normal para este tipo de segmento.

Mas o que fazer para melhorar a taxa de rejeição do meu blog? O ideal é fazer com que o usuário que esta lendo aquela informação navegue em outras informações dentro do seu próprio site.

Na Métricas Boss, um usuário trafega por no mínimo 3 páginas antes de sair do site e nós fazemos isso das seguintes maneiras:

1.1 – Links na lateral direita do site com várias informações úteis para quem esta lendo o post:

Como melhorar a taxa de rejeição


1.2 – Ao final de cada post, sugerimos sempre um novo post para o usuário continuar lendo e aprimorando cada vez mais seu conhecimento. Isso nos dá também uma outra boa informação, os usuários ficam em média mais de 2 minutos no nosso site. :)

Como melhorar a taxa de rejeição 1



2 – Interações influenciam na Taxa de Rejeição

Como melhorar a taxa de rejeição 2

OK, eu sei que você já sabia disso, mas você de fato sabe o que pode ser uma interação a nível de usuário?

O Google Analytics por default estabelece para o cálculo da taxa de rejeição, apenas se o usuário através da página de entrada foi para uma outra página, mas a interação pode ser diferente.

Além dessa maneira, você pode através de eventos mapear o que o usuário esta fazendo no seu site e dessa forma consegue informar ao Google Analytics que naquela página existem outros tipos de interação como:

  • Cadastro de Email;
  • Play em um Vídeo;
  • Preenchimento de Formulário;
  • Downloads;
  • Compartilhamento em Redes Sociais;
  • Comentários;

Todas essas informações acima podem ser informadas ao Google Analytics como uma segunda interação do usuário, pois de fato eles mostram que o usuário INTERAGIU com a sua página e não saiu do site sem fazer nada, rejeitando.

Essas interações, como informamos, não vem por default no Google Analytics, elas necessitam ser cadastradas como tagueamento de eventos.

3 – Comparando a Taxa de Rejeição com seus concorrentes

Conforme já mencionamos aqui no Blog, o Google Analytics possui um relatório de comparação de marcas, onde é possível informar a quantidade de sessões que você tem por dia, seu segmento e até mesmo a sua localização e ele comparará os seus KPIS de forma anônima com outras contas do Google Analytics que também autorizaram a disponibilização de seus dados.

Como melhorar a taxa de rejeição 2

4 – Taxa de Rejeição é pessoal

Mas como assim?

A melhor maneira de você analisar o seu bounce rate é se comparando com as informações de média por segmento do Google e também através da maneira que vimos acima. Ok, então como assim é pessoal?

Pense no seguinte exemplo:

Seu site é um blog, você se compara aos concorrentes do mesmo segmento que o seu no relatório de comparação de marcas do Google Analytics, mas você não faz a mínima ideia se essas contas que estão dividindo a informação possuem as mesmas maneiras de interação que você.

Eles possuem download? Cadastro de email? Play em vídeo? Preenchimento de Formulário? Como vimos no passo 2, todas essas informações são interações ao nível do usuário, não necessariamente por ele não ter ido para uma outra página, que ele rejeitou o site. Lógico que sabemos que em alguns casos, o usuário só queria analisar aquela informação e pronto! Mas existem outras maneiras de interagir com o site, não é?

Por isso o relatório de comparação de marcas e as médias dadas pelo Google nada mais são que médias, para apenas você se comparar. Porém o número de variáveis que podem distorcer aquela informação é tão grande, que você apenas deve analisar para ter um norte e mais nada!

A melhor maneira é que você se compare com você mesmo, analisando a sua taxa de rejeição comparada por mês, ano e dispositivo. Essa vai ser a sua melhor comparação! :)

5 – A Taxa de Rejeição deve ser específica

Quanto mais detalhes você tiver, melhor é a condição de analisar e entender a sua Taxa de Rejeição.

Na Métricas Boss e em nossos clientes analisamos a Taxa de Rejeição por página de destino e dispositivo, assim além de sabermos qual a página que possui a maior taxa de entrada, podemos analisar se a taxa é alta, ou seja, fora da nossa média e concluir se isso é um erro de usabilidade por exemplo.

Para analisar dessa maneira específica, utilizamos o relatório de página de destino e uma dimensão secundária por categoria de dispositivo:

Como melhorar a taxa de rejeição 5

6 – Site de Página Única ou Formulários (Bônus)

Se seu site possui apenas 1 página ou você possui 1 página no seu site que possui apenas 1 formulário, provavelmente a sua taxa de rejeição é alta né? Pois o Google Analytics não vai contabilizar visualização de páginas, a não ser que o usuário carregue a sua página, não é?

Por isso que você deve utilizar o tagueamento de eventos, mesmo que seu site possua 1 página só, existem maneiras do usuário interagir com ela. Isso é muito comum por exemplo em sites de imobiliárias, falando sobre um novo empreendimento. Naquele site ou landing page, só possuem as informações do empreendimento, mas em uma página única, porém o usuário pode preencher um formulários para contato, clicar no menu para ver as informações, dar play em um vídeo entre outras interações.

Se você for se comparar com o mercado ou não criar um tagueamento de eventos, se desesperará se a sua taxa for de 100% por exemplo.

Conclusão

Não existe uma taxa de rejeição ideal ou considerada boa! Muitos alunos do curso e leitores do Blog nos perguntam isso, mas de fato não existe.

Conforme mencionamos nesse post, a taxa de rejeição é um KPI que deve ser analisado com o seu próprio histórico e o nível máximo de comparação deve ser com o relatório de marcas e as médias passadas pelo Google Analytics, mesmo assim não esqueça que as variáveis são diversas e isso pode fazer com que aquela informação seja inútil.

E aí, esta esperando o quê para analisar de forma mais inteligente a sua Taxa de Rejeição?