Qual o papel do desenvolvedor no Web Analytics

Infelizmente, existem muitas barreiras no ambiente profissional de um desenvolvedor. É Gerente de Projetos, Diretor de Tecnologia, prazos surrealistas e a antiga cabeça de “fábrica de pão”, que muitas empresas ainda têm. Nada contra as fábricas de pães, mas não analisar suas metas e escalar seu negócio em cima de “achismos” é burrice e é justamente isso que o Web Analytics vai te ajudar a resolver! Mas, calma! Sua vida vai mudar AGORA.

Estava tudo bem na sua frente!

Web Analytics é um assunto pouco pautado nas faculdades, logo, em prol de uma progressão didática, iremos estabelecer aqui um conjunto básico de dados a serem analisados daqui pra frente.

Performance

Pouco se pensa sobre: t_empo de carregamento, page size, controle da quantidade de requisições_ e etc. O conjunto dessas práticas, também já descritas no excelente Browser diet, é de longe a coisa mas importante a se analisar dentro do seu negócio, tanto para medir progressos (caso você já esteja fazendo algum trabalho em relação a performance) quanto para justificar um investimento e/ou prioridades dentro do seu negócio. Tendo em vista que, quando se começa a analisar dados de carregamento de um site automaticamente deve ser feito um benchmark com seus concorrentes.

Agora, como o nosso amigo Gustavo Esteves nos mostrou nesse post, o analytics não é a melhor ferramenta do mundo para se medir a performance de um site. Extendendo um pouco o que ele disse sobre ferramentas, adicionaria o webpagetest.org que tem uma função bem bacana de analisar seu carregamento em relação aos seus concorrentes. Mas, iremos bater esse ponto quando formos falar separadamente de performance aqui no blog.

Origem de tráfego

Quanto o IE representa no seu negócio? Quanto o acesso por dispositivos móveis cresceu nos últimos três meses? Se você já analisa esses KPI’s, parabéns você já fazia Web Analytics só não te avisaram. Agora, se você não conseguiu responder essas simples perguntas você aprenderá nos próximos posts a analisar esse tipo de dados que o GA te oferece. Nos próximos posts irei mostrar a vocês como atacar diretamente não só resoluções em que os seus usuários carregam seu site, mas também os tipos e versões dos dispositivos mais usados por seus clientes. Junto a performance, a origem de tráfego ajuda a monitorar e priorizar possíveis refactorings, esses dois juntos serão seu mantra, a partir de agora.

Trackeamento de eventos

Parte da cereja do bolo, com ela você vai ajudar de maneira geral, o teu designer a medir conversão nos banners e réguas que ele passou horas fazendo e nunca soube se havia funcionado. O “trackeamento” de eventos é implementado diretamente no seu código, e atrelado ao evento click do navegador do usuário. Quando o mesmo clicar no link/banner/menu que estiver “trackeado”, o browser dispara um evento diretamente para seu painel do GA. Simples, né? Dias atrás saiu no tableless um post bem bacana ensinando como fazer esse gerenciamento e clicks.

O trackeamento de eventos, performance e origem de trafego é o inicio de uma aventura chamada TESTE A/B, que falaremos um pouco mais nos próximos posts. Calma, você vai chegar lá! :)